A expectativa de crescimento da indústria do plástico para 2019 era de 2,2% na produção física. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) – divulgados na último dia 01 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a expansão do setor foi de apenas 0,8%. No período, foram produzidas aproximadamente 6,17 milhões de toneladas de produtos transformados.

Esse resultado abaixo das expectativas é explicado em parte pelo desempenho negativo registrado em setores que são grandes demandantes de plástico, como o de alimentos (-5,1%) e o de bebidas (-0,1%); bem como a realização da Copa do Mundo e das eleições, momentos que normalmente desaceleram a atividade.

“Com a paralisação logística em maio, houve uma quebra nesse ritmo já lento de recuperação, e a tendência de crescimento que havia até então se converteu em estagnação. Novembro e dezembro também foram meses muito ruins de desempenho, sendo este último um mês de retração para praticamente todas as atividades econômicas”, explicou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST).

Para 2020, as expectativas de produção física do setor são um pouco maiores – um crescimento de 2,5% no ano. “Essa projeção ainda é conservadora, considerando que esperamos melhorias estruturais para a economia, como as que vêm sendo anunciadas pelo novo governo. O pior momento para a indústria já ficou para trás. Acreditamos que 2019 será de continuidade de uma recuperação lenta da indústria”, ressaltou Roriz Coelho. Mantendo-se o ritmo atual, a produção só voltará aos níveis pré‐crise em 2023.